É um desafio tomar certas decisões que podem o definir pelo resto da vida. Escolher entre dois caminhos, mais especificamente, quando na verdade, deseja-se estar trilhando os dois simultaneamente. Um só caminho é o suficiente, não discordo. Mas, lutar contra algo que vem de dentro da alma é hipoteticamente como lutar contra um câncer. Tem que matar um pouco de si mesmo a cada dia, mesmo sabendo que aquilo faz parte de você a sua razão abomina. Quais os fundamentos? o ego, as experiências, os calos sentimentais e o sonho que faz o coração bater mais forte. E quando o coração bate mais forte pra o que a mente desvia os holofotes? E quando a razão se sente na solidão de se embriagar nostalgicamente no que um dia a emoção satisfez? Aí é hora de retroceder? ou repensar tudo e voltar ao trevo, seguir o outro caminho... é um risco a se correr, tendo em vista que no retorno do trajeto pode haver menos combustível da motivação e os faróis da Fé podem estar insuficientes diante das neblinas da negatividade. Entretanto, quando se vive por um propósito a vida tem um significado especial, a ponto da força resultante o levar a diante, independentemente de veículos, se a Fé ainda existe então ainda existe a possibilidade de correr ou caminhar até as pernas bambear, ou o último suspiro ser evaporado. No último piscar, o real filosofar. No primeiro filosofar o último instante, e no último instante a infinita felicidade.
Gustavo de Freitas
Gustavo de Freitas

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