Comum desencontro, ia contra o sentido progressivo do tempo
Mas cada reencontro era único, como um conto sem pontos
Cada reconstituição do sonho era uma nova realidade,
A imaginação ia de encontro com a liberdade, mas não com a atualidade
Talvez porque não era mais um encontro, mas sim um reencontro
Então ele sacou, que a imaginação o retrocedia, e que dominava o tempo
Ainda era matéria e audição, sentia o seu toque e o seu sotaque
Reviver se tornou um vício, mas aprender lições não seria uma virtude?
Então ele mergulhou no seus sonhos, ainda contra a vontade dormir
Assim como componho mesmo sabendo que alguém ira denigrir
Fingir nunca foi o seu melhor, em terras de reis, rainhas e major
Ser o pior ou o melhor nunca passou em sua cabeça,
Superar a si mesmo sempre afastou sua tristeza
Mas então porque este vício era bom, você me pergunta?
Porque este vício o libertava, lembre-se, toda dependência vem do vício
Mas nem todo vício é dependência, e a frequência de transição
O deu mais paciência para entender a situação, era uma nova dimensão
Inaceitável como o hélio-centrismo, explorável como todo princípio
Embora fácil, a repetição o levou a exaustão
Mesmo ágil, parecia que nunca iria acabar
A energia desta máquina não encontraram na maior usina nuclear
Mas a poesia que tornou a mesma energia apta
Assaz de alegria, da guria e seu respectivo olhar.
Gustavo de Freitas.

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