O difícil da vida é entender que as mudanças são necessárias, que estações vem e vão, o sol nasce e depois se põe, e que a cada conquista, há uma perda, que para ganhar tem que perder. E quem irá dizer, afinal, que aquele que fez um pouco de cada e deu o melhor de si, que foi feliz, que caiu, que teve a admiração das crianças, e o respeito dos mais velhos, não viveu? A vida é uma sucessão de batalhas contra si mesmo, aquele que luta para ver fulano cair tropeça no próprio ego, o que vive por um peculiar e único objetivo provavelmente atinge o sucesso, mas o quão inestimável é a expansão do universo que este deixou de viver por um propósito apenas? E aquela que buscou diversas cores, aquela que brotou no campo como um alecrim, inesperável, diferente, única, mas foi rejeitada pelos capins. Esta deve culpar a Deus? aos fatores biológicos? Ou florir alegremente às abelhas que ali passam por serem especiais, e não pararem cotidianamente nas bocas das vacas?
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